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27/08/2021
Por AGEFLOR
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Operação florestal em terreno declivoso com garantia de segurança e eficiência operacional

A Ponsse promoveu um seminário online que abordou as soluções e experiências da colheita florestal mecanizada em áreas declivosas. O evento, realizado no dia 25 de agosto, apresentou as novidades da empresa para este tipo de operação e contou com depoimentos de profissionais de diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Acompanhe conteúdo completo com vídeo do evento na íntegra.

O destaque do evento foi o sistema Synchrowinch. O opcional, acoplado em harvesters e forwarders, é um sistema inteligente de guincho que trabalha de forma sincronizada à máquina. O operador conduz normalmente o equipamento como se estivesse operando em terreno plano, sem a preocupação de manejar o guincho.

O Synchrowinch da Ponsse é um dos equipamentos opcionais mais importantes para máquinas florestais CTL quando estas trabalham em áreas com declividade acentuada. O guincho ajuda a máquina florestal a permanecer altamente produtiva de forma segura e ecologicamente correta, inclusive em condições extremas. Trabalhar em declives não é uma novidade, no entanto, na medida em que o método sustentável de corte no comprimento está ganhando cada vez mais adeptos, se tornará cada vez mais seguro e mais eficiente, minimizando os danos causados ao terreno. 

Solução completa da Ponsse permite a mecanização de áreas florestais com inclinação de até 40 graus

Obrigada a aceitar o recuo para as áreas de encostas pelo predomínio da agricultura em terrenos planos, a operação florestal em declives desafia os produtores florestais. A mecanização de colheita traz ganhos em segurança, produtividade e competitividade da floresta no mercado e a Ponsse, empresa finlandesa fabricante de máquinas CTL (Cut-to-Length, ou corte no comprimento na tradução para o Português) possui a solução completa para esta operação em terrenos com inclinação de até 40 graus.

A primeira e mais notável solução é a concepção de máquinas com oito rodas e bogies balanceados. Ela permite a melhor distribuição do peso da máquina e baixo centro de gravidade que dá mais segurança. Essencial para uma operação em declive, o Syncronwinch, um guincho de tração auxiliar, permite que os Harvesters Ponsse Cobra, Ergo e Bear e os Forwarders Ponsse Buffalo, Bison e Elephant King se desloquem para cima e para baixo. A máquina fica ancorada na parte superior do talhão e com a tração auxiliar, proporcionada pelo guincho, o operador tem o domínio sobre da máquina, sem derrapar ou deslizar.

Cada guincho possui capacidade para 10 toneladas e 350 metros de cabo de aço compactado. A tecnologia Syncronwinch permite uma tração de cabo sempre estável, mesmo em deslocamentos para cima e para baixo. “É estável e controlado pelo operador. Se quer subir, a máquina responde. Não é um talvez ou um deslocamento deslizando morro acima”, completou o consultor de vendas da Ponsse Brasil, Rafael Paes.

A novidade da Ponsse para o mercado é o novo acessório de freios auxiliar ao operador (SAAF – Sistema de assistência auxiliar de frenagem). Trata-se de um dispositivo que monitora a variação de velocidade e/ou sentido de rotação entre o eixo cardan e motor hidrostático e, se é notada qualquer anormalidade, ele aciona automaticamente os freios de parada. Ele contribui para uma colheita mais confiável em áreas íngremes.

As gruas Ponsse com tilt garantem um ângulo de inclinação ideal para a operação em declive. As gruas telescópicas, por sua vez, proporcionam à máquina um baixo centro de gravidade, dando mais estabilidade para o corte, processamento e carregamento da madeira. Por dentro das máquinas as melhorias são inúmeras. A começar pelos tanques de óleos e combustível que precisam ser projetados para suportar a inclinação. Além do nivelamento do assento do operador e cinto de quatro pontos que dão conforto, segurança e total visibilidade para uma operação eficaz.

Mesmo com todas essas especificidades, a mecanização CTL em áreas de declive se torna mais vantajosa economicamente quando comparada com outras opções disponíveis no mercado, como operação por helicópteros ou cabos aéreos, além de mais produtiva e segura quando comparada à colheita manual ou semi-mecanizada.

“A mecanização em áreas íngremes garante a segurança dos empregados envolvidos e supre a escassez de mão de obra para atividades manuais. Além disso, a busca pelo melhor aproveitamento das propriedades rurais é um grande desafio. Até então, essas áreas não eram viáveis para a produção em razão dos custos e da falta de práticas de manejo florestal sustentável”, destacou o coordenador de colheita florestal da Cenibra, Bruno Ricardo Fernandes.

Além dos benefícios operacionais já citados, a mecanização com as soluções da Ponsse reduz o impacto ao meio ambiente. Com o alcance de 350 metros e a segurança do guincho de tração auxiliar, as máquinas se deslocam pelo talhão sem a necessidade de abertura de mais estradas, além de, por ser um elemento de tração, as rodas não deslizam ou derrapam, reduzindo a erosão. O sistema de colheita CTL causa menor impacto ao solo, uma vez que a árvore é cortada e processada dentro do talhão, sem a necessidade de arraste por longas distâncias. “O solo é a base para a floresta, por isso pensamos em cada ação para minimizar o impacto e manter a sua área produtiva.”, finalizou Paes.

 
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