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28/08/2021
Por AGEFLOR
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Santa Catarina busca alternativas de apoio ao setor florestal

Grande polo moveleiro, Santa Catarina vem reduzindo as áreas destinadas ao reflorestamento, e a falta de matéria prima já preocupa o setor industrial.  As terras, que antes eram ocupadas com pinus ou eucalipto, agora são destinadas ao cultivo de culturas como a soja, milho e pastagem, e em cinco anos o estado teve uma redução de 72,3 mil hectares na área de silvicultura. Esse foi o tema da reunião da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal, que contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, e do presidente da FIESC, Mario Aguiar.

“Há uma vontade do Governo do Estado de apoiar o setor florestal para mantermos a competitividade da nossa indústria de papel, celulose e moveleira. Nós temos um conjunto de ideias que podem fazer a diferença para o setor produtivo e precisamos transformar isso em ação. O primeiro passo é o produtor ter segurança do retorno do investimento. Há espaço para crescermos de forma sustentável”, destacou o secretário Altair Silva.

Segundo o diretor de Inovação e Competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates, Santa Catarina pode avançar em algumas questões como ampliar a produção em pequenas propriedades, criar instrumentos financeiros para estimular o cultivo e a gestão de florestas, além de investimento em tecnologia para o estudo de mudas e espécies adequadas ao solo e clima do estado.

Durante a reunião ficou acordado que os membros da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal irão elaborar um documento com sugestões de políticas e medidas que podem ser adotadas para melhorar a competitividade do setor produtivo em Santa Catarina. “O setor florestal é fundamental para a economia de Santa Catarina. Precisamos criar mecanismos inteligentes para incentivar o plantio de florestas e a continuidade do setor produtivo”, ressalta presidente da FIESC, Mario Aguiar.

ACR participa de pesquisa sobre pinus

Santa Catarina é o maior produtor e exportador de madeira serrada do Brasil e o quinto maior estado com base florestal plantada. Em 2020, os produtos florestais responderam por 18,7% do total de exportações do estado, com US$ 1,52 bilhão de faturamento. A indústria florestal catarinense gera cerca de 90 mil empregos diretos e conta com 16 mil produtores de pinus.

Um projeto de pesquisa construído por meio de uma parceria público-privada, entre a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O edital de Programa de Apoio à Pesquisa Aplicada em Ciência, Tecnologia e Inovação da Udesc, disponibilizará quase um milhão de reais para os projetos aprovados.

O projeto que tem a participação da ACR é denominado “Monitoramento da sanidade em reflorestamentos de pinus no estado de Santa Catarina”, e receberá R$ 56 mil da fundação de pesquisa, mais R$ 28 mil da ACR como contrapartida, totalizando R$ 84 mil. A equipe multidisciplinar é formada pelo coordenador Ricardo Trezzi Casa (Centro de Ciências Agroveterinárias – Udesc), Mayra Juline Gonçalves Casa (Centro de Ciências Agroveterinárias – Udesc), Fábio Nascimento da Silva Casa (Centro de Ciências Agroveterinárias – Udesc), Giselle Camargo Mendes (Instituto Federal de Santa Catarina), e Mauro Itamar Murara Junior, representando a ACR.

Considerando que a silvicultura de pinus contribui significativamente com a economia e com o equilíbrio ambiental em território catarinense, e que este gênero encontrou em Santa Catarina um ambiente propício para alcançar os maiores índices de desenvolvimento do mundo, este será o foco do trabalho. Os pesquisadores desenvolverão uma investigação baseada nas influências de fatores abióticos, como temperatura e molhamento na suscetibilidade da planta, que ocorre principalmente em árvores com idade superior a 10 anos.  A proposta de pesquisa está fundamentada no monitoramento, identificação e caracterização de agentes potenciais causadores de doenças nas árvores de pinus. As coletas serão realizadas em talhões de empresas florestais associadas à ACR.

Com os recursos disponibilizados ao projeto será possível investir em equipamentos modernos para pesquisas de laboratório. “Temos um diálogo frequente com os engenheiros florestais das empresas associadas à ACR e estamos atentos às variações e aos eventos atípicos. Se forem identificadas diminuições ou perdas no incremento médio das áreas com pinus, elas serão investigadas com maior profundidade. O grande objetivo é nos anteciparmos, identificando qualquer patógeno para então definir estratégias de combate e prevenção, que podem ser tanto com controle biológico, quanto com melhoramento genético. Desta forma acreditamos que poderemos evitar problemas sanitários quarentenários e até mesmo o surgimento de novas pragas para o pinus”, explica o engenheiro florestal Mauro Murara Junior, diretor executivo da ACR e membro da equipe de pesquisa. As pesquisas começam agora no mês de agosto e devem ser concluídas em julho de 2023.

Fonte: ACR / Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de SC

 
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