|
Estas árvores pertencem à divisão Pinophyta, tradicionalmente incluída no grupo das Gymnospermas. As plantas do gênero Pinus são da família Pinaceae, nativas, na maioria, do Hemisfério Norte. São plantas perenes, com casca grossa e escamosa. As árvores de P. elliottii geralmente florescem na primavera, produzindo flores masculinas e femininas. O órgão reprodutivo feminino, mais conhecido como pinha ou cone, encontra-se geralmente em grupos de 2 a 4 unidades, possui coloração marrom e tem de 12 a 15 cm de comprimento. As sementes são aladas, pretas e triangulares, e podem ser disseminadas até cerca de 50 metros da árvore mãe, apenas pela ação do vento. O órgão reprodutivo masculino se chama estróbilo e está disposto junto às brotações. Uma das principais e mais importantes espécies plantadas para fins comerciais a na produção de madeira nas regiões temperadas e tropicais do planeta. Produzem grande quantidade de resina, com boa qualidade de seus produtos derivados (terebintina e breu). Além da goma resina, também é apreciada na serraria pelas características de sua madeira.
A celulose do Pinus dá origem a papel de alta resistência para embalagens, impressão e para fabricação de produtos de higiene, como fraldas descartáveis, papel higiênico e absorventes. Com o Pinus também se desenvolveu a indústria química: a partir da resina é originado o breu, a terebentina e seus derivados, com os quais são fabricados tintas, vernizes, plásticos, lubrificantes, adesivos, inseticidas, germicidas, borracha sintética, chicletes, sabões, colas, graxas, esmaltes, ceras, desinfetantes, explosivos, isolantes térmicos e elétricos. A madeira também é utilizada na construção civil e na indústria moveleira, para produção de painéis compensados, chapas duras e MDF.
A introdução do gênero Pinus se iniciou no Estado de São Paulo, região Sudeste do Brasil. Os primeiros experimentos foram realizados pelo Serviço Florestal, atualmente Instituto Florestal de São Paulo, no ano de 1936, com espécies de procedência européia. Em 1947 foram importadas dos Estados Unidos as primeiras sementes de Pinus elliottii e no ano seguinte se iniciou um programa de fomento para povoamentos florestais com a distribuição de plantas de Pinus radiata, espécie que demostrou, em poucos anos, sua incapacidade de se desenvolver nas condições brasileiras. Nos anos seguintes se intensificou a introdução de coníferas exóticas, principalmente das Américas Central e do Norte e da Ásia, como Pinus taeda, P. caribaea, P. oocarpa, P. kesiya etc. No final do ano de 1955, o Serviço Florestal de São Paulo, iniciou um amplo plano de replantio de seus experimentos, o ritmo das plantações foi aumentando nos anos seguintes, graças a uma organização de viveiros que abasteciam a crescente demanda por mudas. Além disso, a iniciativa privada passou a desempenhar importante papel na consolidação dos plantios. Hoje o Pinus é plantado principalmente em regiões mais frias, do Sudeste ao Sul, indo do Estado de São Paulo ao Rio Grande do Sul, onde os plantios tiveram início na década de 60.
Fonte: AGEFLOR, Grau Celsius e Wikipedia

|