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12/01/2021
Por AGEFLOR
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Tabaco, celulose e máquinas puxam exportações gaúchas

As exportações da indústria no Rio Grande do Sul fecharam o ano de 2020 com o primeiro resultado positivo após 15 meses. Em dezembro, totalizaram US$ 1,1 bilhão, aumento de 13% em relação ao mesmo mês de 2019 (US$ 975,4 milhões). Porém, ao longo do ano, as vendas externas acumularam US$ 10,4 bilhões, valor 16,4% inferior comparado ao mesmo período do ano passado. “Com os países voltando gradativamente às atividades mesmo diante do cenário de pandemia, começa a haver um reaquecimento da demanda externa. Dois de nossos principais parceiros, Estados Unidos (com 13,3%) e Argentina (9,8%) aumentaram suas compras no último mês de 2020, apesar dos embarques de produtos gaúchos para a China terem caído 43% na comparação com dezembro de 2019”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.

Dos 23 segmentos da indústria, 17 assinalaram aumento do valor exportado na base de comparação com dezembro de 2019. Com exceção dos setores de Alimentos (-1,5%), Químicos (-6,7%) e Couro e calçados (-14,6%), o resultado positivo foi disseminado entre os grandes exportadores.  O setor de Tabaco registrou aumento de 81,6%, em virtude das vendas para China (US$ 84,1 milhões), Bélgica (US$ 2,8 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 5,1 milhões) e Egito (US$ 3,5 milhões). Os embarques do setor de Celulose e papel cresceram 52,9%, com a elevação da demanda da China (US$ 20,5 milhões), Estados Unidos (US$ 4,4 milhões), Coreia do Sul (US$ 6,6 milhões) e Japão (US$ 5,6 milhões). Já Máquinas e equipamentos subiu 20,4%, Produtos de metal, 49,4%, e Veículos automotores, 15,2%.

Um dos setores que mais cresceu durante a pandemia, Alimentos teve queda de 1,5% na comparação mensal. Apesar disso, de janeiro até dezembro, a demanda chinesa acumulada por Alimentos do RS subiu 101,2%, mantendo o segmento no topo da pauta de exportações do Estado, com 24,4% de participação total e 11,8% de crescimento no período.

Nos 12 meses de 2020, o Rio Grande do Sul terminou como o sétimo Estado do Brasil no ranking das exportações totais, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Mato Grosso e Paraná, recuo superior a 24% na comparação com o mesmo período de 2019.

IMPORTAÇÕES
Pelo lado das importações, em dezembro o Estado adquiriu US$ 626,6 milhões em mercadorias, demanda 8,4% menor comparada a dezembro de 2019. No acumulado do ano, o RS importou US$ 7,2 bilhões, resultado 27% inferior em relação ao mesmo período do ano anterior. Até dezembro, todas as grandes categorias econômicas apresentam reduções significativas, sendo a maior em Bens intermediários (-29,1%), seguido por Combustíveis e lubrificantes (-25,2%), Bens de capital (-23,1%) e Bens de consumo (-23%).

RETOMADA

A Sondagem Industrial do RS, divulgada na quinta-feira (7) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), revela que em novembro de 2020 o setor manteve a tendência de forte retomada da atividade, e os estoques nunca estiveram tão abaixo do esperado pelas empresas. “A produção começa a se ajustar depois de ser interrompida e também sofrer com a falta de insumos e matéria-prima. Mesmo tendo crescido, não impediu uma queda recorde nos estoques das empresas”, diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

Os resultados da pesquisa comprovam isso. O indicador de produção recuou de 61,2 pontos, em outubro, para 56,1 em novembro, mas, ainda acima dos 50, mostrou crescimento em relação ao mês anterior. Essa foi a sexta alta consecutiva da produção, desempenho bem acima da estabilidade sugerida pela sazonalidade do período (média histórica do mês é de 50,4). Os indicadores variam de zero a cem pontos, com exceção da utilização da capacidade instalada-UCI, que varia de 0 a 100%.

Já os estoques de produtos finais seguiram em declínio, ficando ainda mais abaixo do pretendido pelas empresas em novembro. O indicador de evolução, em 42,9 pontos, tendo se mantido abaixo dos 50 confirma redução em relação a outubro, a sexta queda seguida e a mais intensa já registrada. Com isso, o indicador em relação ao planejado, em 41,1 pontos, mostrou que os estoques nunca estiveram tão baixos. Além da forte demanda, o fenômeno é causado pela escassez de insumos e matérias-primas. “Resultados abaixo dos 50 pontos indicam estoques menores do que os planejados pelos empresários, o que, de qualquer forma, é uma boa notícia para a produção futura”, destaca o presidente da FIERGS.

Também, diferentemente do comportamento esperado pela sazonalidade negativa do mês (média de 48,3), o emprego registrou a quinta alta consecutiva em novembro, ainda que o indicador tenha recuado três pontos em relação a outubro, para 54,8.

A evolução da utilização da capacidade instalada não foi diferente, atingindo 76% no penúltimo mês de 2020, redução de um ponto percentual ante outubro. Apesar disso, a UCI confirmou o aquecimento da atividade, pois, historicamente, a indústria gaúcha ocupa, em média, 69,6% da sua capacidade produtiva em novembro. Os empresários gaúchos, no mesmo sentido, consideram que a indústria operou acima do usual, como mostrou o indicador de UCI em relação à usual, fechando em 55,6 pontos. A indústria gaúcha opera acima do normal desde setembro.

EXPECTATIVAS
As expectativas para os próximos seis meses continuaram positivas, aponta a pesquisa realizada entre 1º e 11 de dezembro, com todos os indicadores além dos 50 pontos: demanda e compras de matérias-primas, ambas com 60,1, caíram pelo terceiro mês, mas seguem projetando crescimento. Já as perspectivas dos empresários gaúchos para o emprego, 56,7 pontos, e para as exportações, 58,2, ficaram um pouco mais otimistas. A intenção de investir não se alterou em dezembro relativamente a novembro. O indicador ficou estável em 60,9 pontos, com 70,4% das empresas dispostas a investir nos próximos seis meses. A pesquisa foi realizada com 197 empresas, sendo 39 pequenas, 65 médias e 93 grandes.

Informações completas aqui.

Fonte: Fiergs

 
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