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26/10/2021
Por AGEFLOR
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Setor de árvores cultivadas em destaque durante o Fórum Mundial de Bioeconomia

Ibá e associadas puderam, juntas, explicar ao público como o setor de árvores cultivadas está imerso na bioeconomia. Por meio de seu trabalho em sinergia com a natureza, produzindo e conservando, aplicando ciência e com muita inovação, está indo além dos segmentos mais conhecidos de papel e celulose, e é alternativa sustentável à matéria-prima de origem fóssil em produtos do dia a dia.

Embaixador José Carlos da Fonseca Jr., diretor executivo da Ibá, falou na abertura do Fórum Mundial de Bioeconomia, estando ao lado de Jukka Kantola, fundador do fórum; Helder Barbalho, Governador do Estado do Pará; Antonio Waldez da Costa Silva, Governador do Estado do Amapá; Marcello Brito, presidente da Abag; e Maria Alexandra Moreira Lopes, secretária Geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônia.

Durante seu discurso, José Carlos reforçou as potencialidades do Brasil em ser protagonista da agenda ambiental, também destacando o setor de árvores cultivadas como um dos pilares de uma nova economia. “O Brasil é uma potência agroambiental, detentora da maior biodiversidade do mundo, de ativos florestais e hídricos de vitalidade incomparável. É muito simbólico a Amazônia ser a sede do maior evento sobre bioeconomia do mundo”, explica o Embaixador José Carlos da Fonseca Jr.

O CEO da Klabin, Cristiano Teixeira, foi um dos destaques no painel sobre o “Papel da liderança na Bioeconomia”.  Estiveram ao seu lado na mesa João Paulo Ferreira, CEO da Natura; Joachim Schönbeck, Membro do Conselho da Andritz; Sara Boettiger, chefe de Relações Públicas Globais, Ciência e Sustentabilidade da Bayer; e Celso Tacla, presidente para América do Sul da Valmet.

Em sua fala, Teixeira destacou que a indústria de papel e celulose é um importante pilar para a bioeconomia. “Temos desafios e um deles é entender com profundidade como a madeira pode ser parte da solução para o futuro, substituindo materiais de origem fóssil, que têm uma taxa de reciclagem baixa. As biobarreiras para embalagens são uma opção e vem avançando. O setor tem evoluído, mas pode acelerar este processo de desenvolvimento”, disse.

No segundo dia de evento, o painel “Biomateriais como alternativas” teve a participação de Bibiana Rubini, gerente executiva de P&D da Suzano. “A floresta pode ir além da celulose. Nesta transição não se trata de “ou”, mas sim do “e”. Produzir papel, celulose “e” outros biomateriais”, comentou a executiva, que completou: “Estamos trabalhando com objetivos ambiciosos. A ideia é ter 10 milhões de toneladas de biomateriais renováveis até 2030. Estamos falando de celulose e outros materiais como nanocelulose. Para isso, trabalhamos em parcerias como a Spinnova e em outros segmentos,” disse a executiva.

Relacionado à parceria da Suzano com a startup finlandesa Spinnova, Janne Poranen, seu CEO, destacou que a empresa sempre buscou maneiras inovadoras de usar as microfibras de celulose na produção das matérias-primas e a expectativa é ter essa produção em volume comercial  em um futuro próximo,” falou referindo-se à fábrica que já foi anunciada recentemente.

Durante a coletiva de imprensa, já no dia de encerramento, mais uma vez o Embaixador José Carlos da Fonseca Jr. representou o setor, destacando que “o encontro permitiu que víssemos boas práticas e cases de várias partes do mundo de empresas que estão engajadas na construção de uma bioeconomia de baixo carbono. O setor planta 1 milhões de árvores para fins industriais por dia, cultiva em 9 milhões de hectares e conserva outros 6 milhões de hectares. O Brasil tem muito o que levar à COP-26, em Glasgow ”, complementou.

 
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