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25/07/2020
Por AGEFLOR
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RS e SC se unem em Plano de Ação Territorial para conservação de espécies ameaçadas de extinção

Nessa semana foi oficializada uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e o World Wide Fund for Nature (WWF) Brasil para a elaboração de um Plano de Ação Territorial (PAT) que visa conservar espécies ameaçadas de extinção. Ao todo serão contempladas 22 espécies do bioma Mata Atlântica, 17 da flora e cinco da fauna, da região do Planalto Sul do Estado.

Na quarta-feira (22/07), o Rio Grande do Sul publicou a Portaria Sema nº 114/2020, que vem ao encontro da Portaria catarinense nº 260/2019 na aprovação do Plano de Ação Territorial (PAT) para conservação de espécies.

De acordo com o analista ambiental do Departamento de Biodiversidade da Sema, Leonardo Urruth, a secretaria e o IMA serão os responsáveis pela coordenação e facilitação dos processos. Já a equipe da WWF Brasil será a agência executora do PAT a partir do Projeto Pró-Espécies: Todos contra a extinção.

“Os territórios delineados para implantação de Planos de Conservação foram escolhidos por critérios biológicos, onde as espécies ameaçadas estão em maior quantidade ou há aquelas espécies criticamente ameaçadas (CR). Muitas não estão protegidas dentro de Unidades de Conservação (UCs) e precisam de outras ações para conservação. Por isso a gestão é compartilhada. É a primeira vez que os dois órgãos trabalham de forma conjunta”, explica Urruth sobre o trabalho.

Serão 41 ações distribuídas em seis objetivos específicos: promover a proteção e/ou recuperação dos ambientes de ocorrência conhecida e potencial das espécies focais, mitigar os riscos das espécies exóticas invasoras sobre as espécies focais e seus ecossistemas, contribuir com a redução da conversão de áreas nativas de ocorrência das espécies focais, reduzir as fontes de alterações físicas, químicas e biológicas prejudiciais aos ambientes de ocorrência das espécies focais, ampliar e difundir o conhecimento sobre espécies e ambientes e fortalecer as cadeias produtivas sustentáveis que conservem e restaurem a vegetação nativa.

Gabriela Moreira, coordenadora do Projeto Pró-Espécies no WWF-Brasil comemora a publicação conjunta das portarias e reforça a importância do engajamento dos parceiros para a conservação de espécies ameaçadas.

“Mais uma conquista que devemos comemorar. A articulação entre dois estados para a proteção de espécies ameaçadas no PAT Planalto Sul nos mostra que o trabalho em conjunto é poderosa ferramenta para gestão ambiental eficiente. O WWF Brasil tem orgulho de participar desta iniciativa”, aponta Gabriela Moreira.

Elaboração e implementação do PAT Planalto Sul

Desde a elaboração do PAT Planalto Sul, em 2019, foram realizadas diversas ações de implementação em conjunto com os articuladores e o Grupo de Assessoramento Técnico (GAT). O GAT tem representantes de diversas instituições, entre elas o Instituto Curicaca, a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), o Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), a Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA), a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de São Francisco de Paula, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina (SDE-SC), o IMA e a Sema.

No mês de abril, a coordenação do PAT Planalto Sul elaborou uma proposta com diretrizes e objetivos para o Plano de Comunicação e o Plano de Sustentabilidade Financeira. A proposta foi submetida à análise do GAT. Já em maio, foi realizada uma reunião de alinhamento para organizar as expedições de campo pós-pandemia da Covid-19 e a elaboração de protocolos para o levantamento de informações para os distintos grupos de pesquisadores.

Texto: Bárbara Corrêa/Sema e colaboração WWF Brasil

 
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