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09/06/2019
Por AGEFLOR
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Florestas plantadas são fontes de preservação de recursos naturais

O Brasil é o segundo país com a maior área de florestas do mundo, com cerca de 3,7 bilhões de hectares (1 hectare equivale a 1 campo de futebol oficial), segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). Desse total, 7% são as chamadas florestas plantadas sustentáveis de espécies de eucalipto ou pinus, que têm foco na sustentabilidade ambiental, pauta cada vez mais discutida por setores empresariais, governamentais e sociais.

Vale destacar que na questão de conservação de solo, sua cobertura vegetal recupera áreas degradadas, contribui para o abastecimento dos recursos hídricos e preserva o habitat natural para a fauna e flora nativa. São florestas que se desenvolvem com sustentabilidade, aliando produtividade, equilíbrio do ecossistema e a melhoria ambiental das comunidades ao seu entorno.

“Florestas plantadas melhoram a qualidade do ar, do solo e da água. A cobertura vegetal aumenta a capacidade de infiltração da água da chuva tanto na superfície como no lençol freático. Todo esse processo proporciona uma cadeia sustentável”, explica José Marcio Bizon, engenheiro florestal com especialização em Solos, Nutrição de Plantas e Engenharia Florestal (ESALQ) e gerente de Silvicultura da Bracell.

Ele reforça que as florestas plantadas são fontes de matéria-prima para muitos produtos consumidos no no dia a dia. Bizon explica que esses produtos possuem origem controlada o que garante que nenhuma floresta nativa foi utilizada no processo de produção. “A celulose, uma dessas matérias-primas, serve para fazer papéis de escrever, cápsulas de remédios, óculos de acetato, alimentos e até viscose”, disse.

Existem estudos que já comprovam que florestas plantadas contribuem também com a biodiversidade. Bizon traz como exemplo áreas com cultivo de eucalipto – em que o ciclo é de 7 anos – que fazem conexão entre áreas de mata nativa formando corredores ecológicos, usados para os animais transitarem com segurança de um trecho a outro.

“Quanto mais florestas plantadas com manejo adequado tivermos, mais florestas nativas serão preservadas. O plantio das florestas é realizado com a mínima movimentação do solo e o menor número de intervenção para controle de plantas daninhas, pragas e doenças. Com isso, o impacto ambiental se torna praticamente nulo, sem falar do grande impacto positivo”, disse.

“Na consciência de que o mundo está cada dia mais populoso e a demanda de consumo só cresce, optar por produtos que tem matéria-prima de fontes renováveis torna-se cada vez mais prioridade para empresas e pessoas que se preocupam com o futuro do nosso planeta”, concluiu Bizon.

Visão da sustentabilidade

Dados do site da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) apontam que, hoje, a visão da sustentabilidade é prioritária na agenda e nos planos estratégicos das empresas da cadeia produtiva de árvores plantadas. O conceito se apoia em um tripé econômico, ambiental e social. Alinhar resultados financeiros, conservação ambiental e bem-estar da população é condição para o sucesso, o desenvolvimento e a continuidade do próprio negócio.

A indústria de árvores plantadas investe para alcançar a sustentabilidade em todo o ciclo de produção, melhorando processos e adotando as melhores práticas socioambientais. O setor trabalha para diversificar o uso econômico da floresta plantada e envolver pequenos produtores, por meio de programas de parcerias florestais, com o objetivo de criar oportunidades de geração de emprego e renda; e ampliar o conhecimento pela troca de experiências, inclusive, com a adoção de atividades de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF).

As práticas de manejo das florestas partem do princípio que seus bens e serviços devem ser sustentáveis, a diversidade biológica conservada e os impactos socioeconômicos positivos.

Buscando um ciclo de produção limpa, as empresas de árvores plantadas também se aproximam da autossuficiência em energia. Além disso, é crescente o consumo energético de fontes renováveis, como a biomassa. O objetivo é atingir um balanço ambiental cada vez mais positivo, no qual se destaca a contribuição do setor para o equilíbrio do clima global.

Fonte: JCNET

 
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