BibliotecaEventosNotícias da AgeFlorNotícias do Mercado
13/10/2020
Por AGEFLOR
Compartilhar esta notícia
Fiergs divulga dados de exportação e Índice de Desempenho Industrial

Com alta de 4,1% em agosto, na comparação com julho, o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado na terça-feira (6/10) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), manteve a trajetória de recuperação, depois do choque negativo de março e abril. Foi a quarta expansão consecutiva, mas precisa crescer ainda 5,6% para voltar ao patamar de fevereiro de 2020, anterior à crise provocada pelo coronavírus. “O processo de retomada da indústria gaúcha continua, mas é feito em cima de uma base muito deprimida, de perdas históricas provocadas pelas medidas restritivas impostas aos setores econômicos durante essa pandemia”, diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, explicando que a recuperação foi impulsionada pelo paulatino afrouxamento dessas medidas restritivas adotadas para o enfrentamento da pandemia.

Entre os componentes do IDI-RS, apenas o faturamento real caiu no período, 3,4%, uma acomodação decorrente da recuperação mais intensa, de 44,8%, ocorrida nos três meses anteriores. Já o emprego cresceu pelo terceiro mês seguido, 1,9%, a maior alta da série histórica. Os demais indicadores também subiram: compras industriais (3,7%), horas trabalhadas na produção (3,4%) e massa salarial real (2%). Já a utilização da capacidade instalada, a UCI, aumentou 2,3 pontos percentuais.

Segundo o presidente da FIERGS, as expectativas positivas para os próximos meses persistem, assim como as incertezas. “A indústria gaúcha deve continuar em recuperação, acompanhando a economia brasileira. Porém, dependente da retomada da demanda doméstica, o ritmo deve ser menor diante do desemprego elevado, da perda de renda, da redução do auxílio emergencial e do risco fiscal deixado pelo combate à crise. Além disso, a demanda externa, com a crise econômica mundial, também não deve ajudar”, afirma Gilberto Porcello Petry.

ANUAL
Na comparação anual, entretanto, o IDI-RS continuou com forte queda, de 4,6% ante agosto de 2019, a 11ª consecutiva, e principalmente no acumulado entre janeiro e agosto de 2020 com o mesmo período do ano passado: -9,6%. A retração nesta base é comum a todos os componentes do índice, sendo mais acentuada nas compras industriais (-15,9%). O faturamento real (-10%), as horas trabalhadas na produção (-10,8%) e a massa salarial real (-9,8%) recuaram em ritmos similares, enquanto que na UCI (-6,2 pontos percentuais) e no emprego (-2,9%), as quedas foram menos intensas.

Onze dos 16 setores pesquisados registraram recuo na atividade industrial na comparação com 2019 no acumulado até agosto, principalmente Veículos automotores (-20,1%), seguido por Couros e calçados (-25,1%), Tabaco (-15,6%) e Máquinas e equipamentos (-9,1%). Já as altas mais importantes vieram de Alimentos (3,5%), Produtos de metal (1,2%) e Bebidas (1,4%).

EXPORTAÇÕES DA INDÚSTRIA NO RS COMPLETAM UM ANO DE QUEDAS CONSECUTIVAS

Com redução em 17 dos 23 setores que registraram embarques no mês, as exportações da indústria do Rio Grande do Sul completaram, em setembro, um ano de quedas consecutivas. As vendas externas industriais totalizaram US$ 827,8 milhões, o 12º recuo em sequência no comércio exterior, retração de 25,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando alcançaram US$ 1,1 bilhão. “O resultado mensal foi afetado pela diminuição nos embarques para a China. Nosso principal comprador reduziu em mais de 60% as importações de produtos gaúchos, o que provocou forte impacto no resultado do mês, mesmo que Estados Unidos e Argentina, em sentido oposto, tenham começado a mostrar alguma recuperação após meses de quedas”, explica o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry. Em comparação com setembro do ano passado, os chineses não realizaram importações de Tabaco e reduziram em 36% as compras de produtos Químicos.

O resultado negativo foi disseminado entre os grandes setores exportadores, com exceção de Produtos de Metal, que subiu 38,5%. Tabaco, com recuo de 61,1%, Veículos automotores, 40,8%, e Químicos, 28%, foram os que mais contribuíram para o desempenho mensal ruim. As exportações de Tabaco sofrem com os menores embarques para Bélgica, reduzidos em 46,9%, e para a China, em 100%, prejudicados pela pandemia. Veículos automotores, por sua vez, responde à menor demanda argentina, queda de 11,1%. Já a diminuição dos embarques para os Estados Unidos, de 45,9%, e China, 36%, explicam o desempenho de Químicos.

O setor de Alimentos, o de maior participação (24,8%) setorial nas exportações da indústria gaúcha, e que vinha crescendo as vendas mesmo diante da pandemia, apresentou leve recuo, de 3,7%, na comparação mensal. Mesmo com o recuo, o comércio ainda aquecido com a China (+59,7%) mantém as exportações do segmento em patamar elevado no ano. Os principais produtos exportados no mês passado foram Carne de frango (-13,6%) e de suíno (+68,9%).

ACUMULADO
No acumulado dos primeiros nove meses de 2020, as exportações industriais atingiram US$ 7,5 bilhões, retração de 21,2% em relação ao mesmo período de 2019. A diminuição de 63,4% das exportações da indústria gaúcha para China no mês acentuou a trajetória descendente em setembro, o que piorou o resultado do ano (-24,4%). Por outro lado, os embarques da indústria para Argentina e Estados Unidos voltaram a crescer, no mês passado, 5,4% e 8,2%, respectivamente. Isso diminuiu o impacto no acumulado até o terceiro trimestre do ano para o país vizinho (-20,7%) e para os EUA (-20%).

Pelo lado das importações, o Estado adquiriu US$ 696,2 milhões em mercadorias, configurando uma demanda gaúcha 25,8% menor em relação a setembro do ano passado. No ano, o RS importou US$ 5,3 bilhões em mercadorias, caindo 28,3% em relação ao mesmo período de 2019. No acumulado, com exceção de Combustíveis e lubrificantes (+2,1%), todas as demais grandes categorias econômicas apresentam reduções significativas, sendo a maior em Bens intermediários (-35,1%).

 
Voltar