BibliotecaEventosNotícias da AgeFlorNotícias do Mercado
03/10/2019
Por AGEFLOR
Compartilhar esta notícia
Câmaras temáticas do setor florestal participam de debates no Congresso da Iufro

As Câmaras Setoriais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fizeram apresentações temáticas no Espaço Brasil durante 25º Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal 2019 (Iufro, da sigla em inglês). O  coordenador do Mapa Gustavo Santos e os representantes dos setores de borracha natural, de florestas plantadas, de erva mate e do óleo de palma discutiram a situação atual e as demandas de desenvolvimento sustentável para cada área.

As Câmaras Setoriais são formadas por representantes do governo federal e de instituições privadas, e buscam o desenvolvimento e o fomento de suas cadeias produtivas. Atualmente, existem 12 câmaras temáticas no Mapa.

Gustavo Santos apresentou as câmaras com interface no setor florestal, a forma como elas se organizam, seus objetivos e como são constituídas. Para Santos, o congresso da Iufro é oportuno para apresentar ao mundo o que o Brasil tem produzido, especialmente no setor florestal. “Trazer pessoas das cadeias produtivas complementa o olhar do governo federal na implementação de políticas públicas para o setor”, afirmou Santos.

Erva Mate

O representante do setor de erva mate, Leandro Gheno, considerou a relevância da participação das câmaras setoriais dentro de um evento do porte da Iufro 2019, para criar uma sinergia entre os setores e divulgar os aspectos positivos a serem mostrados e absorvidos no âmbito das pesquisas apresentadas no fórum. Em sua apresentação, Gheno destacou a importância da atividade para a região Sul do país, cujo produto tem um componente histórico e ao, mesmo tempo, importância socioeconômica.

“Existem mais de 500 mil pessoas envolvidas na cadeia produtiva da erva mate, desde o plantio até chegar ao consumidor final. Sensibilizar a todos em relação a isso é muito importante, os dados aproximados de produção da erva mate chegam a 220 milhões de quilos e aproximadamente um bilhão de reais, considerando as exportações e o mercado interno”, concluiu.

Florestas Plantadas

Já o representante do setor de florestas plantadas, Walter Rezende, ressaltou o papel dessas entidades na elaboração de projetos para que o governo possa executá-las. “Essa vinda aqui é importante porque temos a oportunidade de ouvir coisas diferentes, reivindicações diferentes e poder fazer o encaminhamento delas junto ao setor público”, completou. Destacou ainda a necessidade de reivindicar a implementação da produção de energia a partir da biomassa florestal, por ser estruturante, com a capacidade de gerar energia durante os 365 dias do ano.

Borracha Natural

Fernando do Val, da Câmara setorial da Borracha Natural, completou o debate defendendo o espaço como uma oportunidade para apresentar ao mundo a produção sustentável da borracha natural. Para do Val, “o Brasil tem que potencializar essa atividade para fazer ela crescer e diminuir a pressão que existe sobre a própria Ásia na produção mundial. É preciso tirar essa produção do estado crítico e transferi-la ao estado de viabilidade econômica, social e ambiental”. Além disso, concluiu que o país tem as ferramentas para atingir autossuficiência na produção da borracha, assim como para ser exportador do produto.

“A borracha natural brasileira representa em torno de 1,5% da produção mundial e o Brasil importa em torno de 60 e 70% do que consome e isso em números significa mais de um bilhão de reais que o Brasil perde de divisas importando essa borracha que podia ser produzida internamente”, finalizou.

Riqueza Florestal

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, contribuiu com o debate destacando a importância das câmaras setoriais do segmento florestal, como a das florestas plantadas, da erva mate, do dendê, do cacau e da borracha estarem presentes no Iufro para inserir na agenda do Congresso temas relevantes das florestas brasileiras, que através delas é possível buscar as soluções, sendo o governo o promotor do desenvolvimento dessas e de outras culturas. “O Serviço Florestal Brasileiro tem a missão de fazer o desenvolvimento e o controle das florestas, além de fazer o uso sustentável e fomentar a riqueza que vem da floresta do Brasil”, disse.

Colatto ainda destacou que essa edição do Congresso Mundial da Iufro pode mostrar o Brasil que o mundo ainda não conhece em sua totalidade e que se mostra surpreso com os avanços das políticas públicas desenvolvidas pelo Brasil no setor florestal. “O mundo está vendo as coisas positivas que o Brasil tem feito e temos de ter muito orgulho do que está sendo mostrado aqui”, finalizou.

*Com informações do Serviço Florestal Brasileiro (SFB)

 
Voltar