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18/11/2017
Por AGEFLOR
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Biomassa florestal é alternativa energética para Brasil cumprir acordos do clima

O especialista em Meio Ambiente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Mário Cardoso, divulgou nesta sexta-feira, 17, uma conversa com a professora da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Clarice Ferraz, economista e especialista em energias renováveis.

A tônica do bate papo foi o uso de biomassa florestal como alternativa energética no Brasil, não só para atender a crescente demanda mas também com foco em atender acordos internacionais.

“Durantes os últimos anos, o Brasil tem enfrentado uma crise hídrica com a redução dos níveis dos reservatórios. Outras fontes de energia – mais caras, principalmente, gás e óleo diesel, acabam sendo acessadas”, ressaltou Cardoso.

Esse cenário é favorável à entrada de energias renováveis. “Acionar essas fontes foi algo previsto apenas para momentos de emergências mas, infelizmente, estamos vivendo um momento em que essa energia mais cara está sendo necessária”, comentou Clarice.

E isso não faz sentido diante dos acordos internacionais do clima. Mário lembra que nos leilões de energia previstos para dezembro, a biomassa florestal foi incluída.

“Vão ser assinados contratos de longo prazo e isso é muito positivo para o setor. A gente espera que, além dessa entrada no leilão, esperamos que haja políticas públicas para que isso aconteça com regularidade, inserindo a biomassa florestal de forma definitiva, no sistema”, complementa a professora.

Se isso for consistente, a biomassa florestal será melhor valorizada, sobretudo porque ela escapa de oscilação de câmbio, gera empregos no país, entre tantos outros benefícios que vão além das vantagens ambientais.

Assista a entrevista completa abaixo:

 

O Verdadeiro Potencial Brasileiro na Produção de Energia a Partir de Biomassa

Gerar energia a qualquer custo há muito tempo já não faz mais sentido. Nesse contexto, fontes alternativas como éolica, solar e termelétricas têm ganhado espaço no cenário de produção de energia no Brasil.

Dentre os projetos em construção para geração de energia no país, que adicionarão no futuro mais 11.642.682kW de potência, há uma clara busca por diversificação da matriz brasileira.

Em uma análise histórica, a geração total por hidrelétricas vem caindo gradualmente desde o começo da década, com expressivas quedas em 2014 e 2015 relacionadas com alterações no regime hídrico, que diminuíram drasticamente o nível de diversos reservatórios.

Para suplantar os problemas climáticos, a geração por termelétricas cresceu no período, atingindo 26% da energia elétrica disponível no Brasil em 2016.

A queima de biomassa em termelétricas no Brasil é atualmente responsável pela geração de pouco mais de 9% da eletricidade consumida no país.

Esse e outros dados fazem parte do estudo O POTENCIAL BRASILEIRO NA PRODUÇÃO DE ENERGIA A PARTIR DE BIOMASSA.

O material também apresenta um modelo de estudo de pré-viabilidade para produção de energia com biomassa de eucalipto com taxa anual de retorno de 23%, além de uma análise do cenário atual de geração de energia no Brasil.

Para baixar o eBook clique aqui.

Fonte: Painel Florestal

 
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