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14/06/2022
Por AGEFLOR
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Apicultura e silvicultura são destaques em Reunião Técnica na Feira do Mel de Cambará do Sul

Uma Reunião Técnica Sobre Apicultura e Alternativas de Renda para a Propriedade Rural, realizada na tarde de sexta-feira (10/06), na Casa do Turista, em Cambará do Sul, reuniu dezenas de produtores. O evento integrou a programação da 26ª Feira do Mel e contou com a presença do prefeito, Ivan do Amaral Borges, da gerente regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Sandra Dalmina, produtores, entidades da apicultura e parceiros.

Sandra destacou que o objetivo do evento é o desenvolvimento da cadeia produtiva do mel, atividade que é muito importante para Cambará do Sul e região, levando informações que os produtores podem aproveitar para melhorar a sua produção ou ter novas ideias do que podem fazer na propriedade.

“A silvicultura na propriedade rural: aspectos econômicos, ambientais e sociais” foi o tema tratado pelo extensionista da Emater/RS-Ascar Neimar Fonseca e Silva. Segundo ele, a silvicultura teve uma “Era de Ouro”, passou por uma baixa, e agora a tendência é novamente de evolução e valorização de mercado. “É uma cadeia expressiva economicamente na região dos Campos de Cima da Serra, que trás ocupação para o meio rural”, afirmou. Além de ser uma alternativa de diversificação que gera renda adicional e empregos, o plantio de florestas pode ser não apenas uma atividade econômica, mas de recuperação de áreas degradadas, além de ser um cultivo que tem mais resistência a déficits hídricos e baixa dependência de insumos, e que também pode ser integrado com as atividades de lavoura e pecuária. Mas para desenvolver a silvicultura, o extensionista ressaltou a necessidade de planejamento, de o produtor saber qual é o objetivo da sua produção para poder efetuar o manejo adequado e ter um produto de qualidade e valor agregado.

Outro relevante assunto, abordado pelo engenheiro agrônomo da Epagri Bom Jardim da Serra/SC Áquila Schneider, foi o manejo de colmeias para alta produtividade. Ele ressaltou a importância do produtor desenvolver a atividade de forma profissional, enfatizando que a produtividade depende de ações como a substituição das abelhas rainhas no máximo a cada dois anos, e também da genética delas, do fornecimento de alimentação nos períodos críticos e de cuidados nos períodos de excesso de calor ou de frio e de chuva, entre outras práticas de manejo.

Já o engenheiro agrônomo Aziz Abou Hatem, da Epagri Lages/SC, falou sobre a organização da cadeia produtiva do mel para Indicação Geográfica do Mel de Melato da Bracatinga. “A gente precisou organizar a cadeia produtiva do mel, através das suas associações de apicultores e fazer uma Indicação Geográfica (IG) para que só nós pudéssemos ter o domínio desse produto, que é nosso e que estava indo para fora para ser comercializado e não repassavam ao apicultor toda lucratividade que esse mel proporciona. Então, em 2018, iniciamos o processo de IG por Denominação de Origem (DO) e em 2021 foi certificado, de uma forma bem rápida, até por causa do trabalho intenso da Emater/RS-Ascar com a Epagri e o IDR-Paraná para acessar os dados dos apicultores dessa região, mostrando que esse produto é nosso, só nessa região do Planalto Sul Brasileiro é que nós podemos produzir o mel puro com mais de 80% de melato que é exigido nos padrões técnicos do Mapa para ser considerado mel de melato”, explica.

A reunião foi promovida pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Sepadr), com apoio da Prefeitura, das associações de apicultores Acapi e Apicampos e do Sebrae.

Fonte: Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar – Regional de Caxias do Sul

 
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