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19/08/2020
Por AGEFLOR
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Workshop on-line Gerenciamento remoto de atividades florestais: como organizar os controles à distância

As inscrições para o workshop on-line sobre “Gerenciamento remoto de atividades florestais: como organizar os controles à distância” estão abertas no site da Apre, na aba “Eventos”, e custam $350,00 para profissionais de empresas associadas à Apre; R$ 450,00 para associadas à ACR ou Ageflor; R$ 500,00 para empresas não associadas; e R$ 150,00 para estudantes de graduação e pós-graduação. Acompanhe o site e as redes sociais para saber mais sobre esse importante evento.

Data: 25 de agosto de 2020

Horário: 08h30 às 17h30

Inscrições: http://www.apreflorestas.com.br/evento/workshop-online-gerenciamento-remoto-de-atividades-florestais/

Dúvidas ou informações: apreflorestas@apreflorestas.com.br / 41 3233 7856 ou 41 99680 2830

 

Conheça as vantagens da captação de dados com drones no workshop on-line da Apre

No dia 25 de agosto, a Apre vai realizar um workshop on-line sobre “Gerenciamento remoto de atividades florestais: como organizar os controles à distância”. No encontro, palestrantes renomados vão abordar temas atuais e mostrar as novidades tecnológicas à disposição das empresas. Um dos participantes será Rômulo Souza, diretor da Spectrum, que vai falar sobre “Gerenciamento ativos: Captação de dados com drones”. Segundo ele, a palestra vai servir para passar uma noção bem ampla do que é possível fazer hoje em controles florestais de forma remota, sem a necessidade de interação direta de pessoas.

Na opinião do palestrante, a utilização de drones nesse processo apresenta três vantagens: 1) baixa interação de pessoas com o meio ambiente, diminuindo a exposição dos colaboradores internos e externos a riscos ergonômicos e operacionais de saúde e segurança; 2) as avaliações podem ser escalonadas, não ficando restritas ao rendimento diário de uma equipe de campo, o que proporciona um rendimento até 10 vezes maior do que o de uma equipe convencional; 3) redução de custos, já que o custo de uma operação de coleta e processamento de dados com drones e algoritmos de classificação chega a ser até 15% menor do que nas avaliações convencionais.

“Estamos vivendo uma nova realidade. Esse tema já é bastante atual e vem sendo muito discutido, mas a pandemia contribuiu e acelerou o processo, mostrando para as pessoas que há formas mais eficientes de se coletar dados no campo em comparação com o convencional. Empresas e profissionais do setor florestal avaliam qualidade de florestas e o custo dessa avaliação já está precificado no custo da madeira produzida. Porém, ele é feito de uma forma pouco eficiente, que entrega dados sem, muitas vezes, uma validação estatística. O que vamos mostrar é como levar mais tecnologia a essa coleta de dados e agregar valor às informações, utilizando algoritmos robustos de classificação, dando informações de área total ou informações em parcelas, com o respaldo de uma análise estatística por trás”, destacou.

 

Plataforma web reduz erros e inconsistências na coleta de dados florestais

José Roberto Pereira, sócio-proprietário da Kersys, será um dos palestrantes, falando sobre “Gerenciamento florestal: plataforma web para acompanhar a evolução dos projetos”. “Vamos mostrar o que estamos desenvolvendo e utilizando de novas tecnologias para facilitar a parte de planejamento e controle em gestão florestal. São novas tecnologias para gerenciamento remoto, com coleta de dados no campo, processamento e acompanhamento dos indicadores, não só pelos computadores, mas também por smartphones e tablets”, adiantou.

Segundo Pereira, as novas tecnologias já têm sido bastante acompanhadas pelas empresas florestais, justamente pela dinâmica do trabalho e pelas grandes áreas de atuação. Agora, nesse novo cenário de pandemia e com a necessidade de um distanciamento social, ele reforçou que é ainda mais importante falar sobre o assunto.

“Precisamos acelerar o uso dessas tecnologias, pois são ferramentas que trazem agilidade na coleta de dados no campo e facilidade no processamento desses dados, proporcionando aos gestores mais rapidez para avaliar indicadores e tomar decisões. Vale ressaltar, ainda, que as tecnologias também diminuem retrabalho, erro de digitação de dados, informações inconsistentes e necessidade de mão de obra, entre outras vantagens. A tecnologia melhora todos esses processos, tanto na parte de silvicultura, como na parte de colheita, transporte e processamento da madeira”, completou.

 

Palestrante vai apresentar protocolos para proteção dos trabalhadores e resguardo legal das empresas

A pandemia do novo coronavírus trouxe diversos desafios para as empresas, entre eles o de cuidar ainda mais da saúde do trabalhador. Para tratar das boas práticas, prevenção de passivos e proteção ao colaborador, a Apre convidou Rodrigo Meister, advogado, engenheiro de Segurança do Trabalho e diretor técnico da Engeseg, para tratar do tema “COVID-19 – Protocolos para proteção dos trabalhadores e resguardo legal das empresas”.

Na avaliação do palestrante, as empresas já estão vivendo um momento de retomada, mas, para que isso aconteça, ele alerta que é preciso tomar diversas medidas, como orientação para adaptar o trabalho para uma realidade em que as pessoas se exponham menos possível ao risco de contaminação pelo Covid-19. Meister reforça que o trabalho deve ser em conjunto, envolvendo lideranças e as áreas de Saúde e Segurança do Trabalho, Recursos Humanos e Jurídico.

“As ações devem englobar desde a organização de layout e de organização do trabalho, até os hábitos de vida em grupo. Além da questão logística, é preciso organizar as lideranças e, principalmente, a informação. Deve-se trabalhar a consciência e a aceitação de que vivemos um período que não é naquele formato anterior; é preciso ter cuidado e as pessoas têm que entender isso. E com a sensibilização das lideranças, partir para um diálogo para que as pessoas se eduquem, pois de nada adianta a empresa cuidar de todos os protocolos se, fora da empresa, o colaborador não tem esse comportamento. Precisamos, mais do que nunca, que o trabalhador tenha consciência e, ao mesmo tempo, tranquilidade para trabalhar”, destaca.

O advogado lembra, ainda, que o cenário também poderá trazer demandas judiciais, relacionadas a assédio moral, dano psicológico, entre outras, além das demandas de pessoas que se contaminaram com o novo coronavírus e ligam isso ao fato de terem que sair de suas casas para trabalhar. Segundo Meister, as demandas judiciais podem ocorrer no sentido de enquadrar o Covid-19 como doença do trabalho.

“No workshop vamos buscar colocar tudo isso a limpo, ver as boas práticas, apresentar algumas dicas e um passo a passo do que as empresas devem fazer, bem como validar o que já está sendo feito. Nosso objetivo é deixar os gestores e os empresários mais tranquilos. Num paralelo a essas ações, colocaremos a necessidade da evidência de provas, ou seja, a importância de a empresa se resguardar previamente, mantendo as provas necessárias para mostrar que fez a parte dela. Não pecar por omissão, não deixar que a omissão condene. Sempre digo que há empresas que não fazem nada e não provam nada, mas existem empresas que fazem tudo e também não provam nada. Então, é hora de organizar os processos, em conjunto com o RH, departamento jurídico e área de Segurança do Trabalho, para resguardar a saúde do trabalhador e a saúde do próprio negócio, porque, logicamente, não tem como um viver sem o outro”, adianta.

Como dicas para as empresas, é estar atento à legislação, adaptando as determinações à realidade da empresa. Ele sugere que os profissionais ligados à gestão não fiquem somente atentos às Leis, mas possam criar, se informar e fazer algo que funcione para o próprio negócio.

“Existem excelentes exemplos de empresas que estão fazendo muitas ações e, mesmo assim, acabam convivendo com pequenos surtos. Isso já pode ser um motivo para paralisação da atividade. Por isso, a empresa que não fizer nada, sem dúvida, terá complicações. Cabe monitoramento biológico, com exames periódicos. A crise acelera muitos processos de trabalho e isso já está acontecendo. Quanto ao pós pandemia, certamente existem coisas que não voltarão a ser como eram antes. Para aqueles que têm visão estratégica de prevenção a passivos e prevenção a riscos, alguns cuidados nunca mais vão deixar de fazer parte das boas práticas. É preciso ter como foco a preservação do negócio e a dos postos de trabalho. E o cumprimento da legislação acaba sendo consequência disso. Esse raciocínio é algo que não tem mais volta. Visão estratégica, de preservação, de evitar afastamento de trabalho – isso, que antes era, de certa forma, restrito a grandes empresas, agora é estratégico e fundamental”, completa.

 
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