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10/10/2020
Por AGEFLOR
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Investimento do setor florestal chega a R$ 35,5 bilhões até 2023

O setor representado institucionalmente pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que reúne empresas que têm nas árvores cultivadas a base da sua produção, oferecendo bioprodutos e biomateriais para o mercado nacional e internacional, prevê investimentos em expansão de R$ 35,5 bilhões até 2023, destinado para florestas, novas fábricas, expansões, tecnologia e ciência. Esse investimento é praticamente o dobro do registrado nos quatro anos anteriores, entre 2016 e 2019, quando foram realizados investimentos de R$ 18,0 bilhões para a construção de diversas novas unidades.

Esse alto nível de investimento demonstra a confiança do segmento no crescimento da economia verde, na opção dos consumidores por produtos com rastreabilidade, originados em fontes renováveis, recicláveis, muitos deles, biodegradáveis, e que, por sua base em árvores plantadas, absorvem e estocam CO2.

O correto manejo de recursos naturais, o auxílio ao combate das mudanças climáticas, aliando produção com preservação, e o diálogo com as comunidades vizinhas, gerando valor compartilhado fazem com que esse segmento salte aos olhos do investidor que busca projetos ESG. 

“Rastreabilidade é um imperativo para esta cadeia, que há mais de duas décadas opera dentro de níveis de excelência, não somente cumprindo, mas indo além do que certificadores como FSC e, até mesmo, a legislação ambiental nacional exigem. 100% da matéria-prima vinda da indústria tem origem em florestas cultivadas. O desmatamento ilegal é repudiado pelas companhias do setor, que inclusive se destacam como as que mais conservam áreas naturais no País”, afirma Paulo Hartung, presidente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

O setor de árvores plantadas atua há anos com produção sustentável, provendo inúmeros produtos de origem renovável, essenciais para o dia a dia das pessoas como móveis, livros, pisos, papéis higiênicos e embalagens. A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), associação que reúne empresas do setor, lança seu novo estudo revelando os avanços ambientais, sociais, econômicos, além de revelar o olhar para o futuro desta cadeia.

Além de prover o hoje, essa indústria também está de olho no futuro, investindo em pesquisa e inovação para oferecer cada vez mais biodprodutos e biomateriais da economia circular, biodegradáveis e recicláveis, como mais opções para tecidos verdes, como a celulose solúvel, usada na viscose, e a microfibrilada em fase de desenvolvimento

Em 2019, o valor aplicado em inovação cresceu para cerca de 2% de todos os investimentos do segmento. São roadmaps no sentido de produtos e matérias-primas como óleos, bio-óleos, lignina, nanofibra, nanocelulose e nanocristais que podem ser empregados nas cadeias alimentícia, automobilística, de cosméticos e medicamentos.

Segundo o relatório, pela primeira vez o setor atingiu uma receita bruta total na casa de R$ 100 bilhões. A contribuição na balança comercial foi de US$ 10,3 bilhões em 2019, o segundo melhor resultado dos últimos 10 anos. Essa cadeia industrial representa 1,2% do PIB Nacional. Além de atuar de forma sustentável, é um importante gerador de riqueza compartilhada. Em 2019, foram 1,3 milhão de postos de trabalho, na cadeia de árvores plantadas, somando oportunidades para 3,75 milhões de brasileiros em todo o País. Com os investimentos de expansão devem ser criados mais 36 mil novos postos de trabalho.

Com uma área total de árvores cultivadas de 9 milhões de hectares  e outros 5,9 milhões de hectares destinados para Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reserva Legal (RL) e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), uma área maior que o Estado do Rio de Janeiro.

O potencial de estoque das suas áreas tanto de plantação, quanto de conservação, soma 4,48 bilhões de toneladas de CO2eq. Além de uma relevante taxa de reciclagem de papel (66,9%), o setor também se destaca pela alta participação (90%) de energia renovável em sua matriz.

A celulose nacional chega às mãos de milhões de pessoas em todo o planeta em diversos produtos. O Brasil tem motivos para comemorar seus diferenciais trazidos por essa indústria, com 100% da celulose e do papel brasileiro provenientes de árvores cultivadas para fins industriais, não havendo relação com o desmatamento ilegal.

Todas as empresas exportadoras de papel e celulose brasileiras adotam voluntariamente programas de certificação que asseguram a rastreabilidade e a origem responsável dos seus produtos, com sistemas reconhecidos internacionalmente, como Forest Stewardship Council (FSC), Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC) e International Organization for Standardization (ISO).  Segundo os novos dados da Ibá são 7,4 milhões de hectares certificados atualmente, um crescimento frente ao ano anterior. A soma da área certificada pelo setor é maior do que a área da Bélgica, Dinamarca ou Suíça, por exemplo.

As associadas da Ibá investiram R$ 828 milhões em ações socioambientais, beneficiando 6,9 milhões de pessoas com projetos que buscam ajudar no desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida e prosperidade das comunidades onde o setor está inserido. Estes são números e fatos, que demonstram que o setor de árvores cultivadas trabalha no País com responsabilidade social, compromisso com o meio ambiente há anos, e segue buscando formas de atingir melhores níveis ambientais,  econômicos e sociais, buscando parcerias com entidades, vizinhos, poder público e outras indústrias.

Paulo Hartung, presidente da Ibá, reforça que esta é uma indústria que cuida do hoje e do futuro, sendo um dos grandes aliados para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Além das remoções e estoques de carbono nas florestas, o setor também contribui evitando emissões por meio do uso de produtos de origem florestal, ao invés de fontes não renováveis, a exemplo da geração de energia limpa. O estoque de carbono nos produtos varia conforme o tipo. Produtos de papel como embalagem longa vida e livros estocam aproximadamente 45% de carbono, piso laminado e mesa de madeira 47% e o carvão vegetal de florestas plantadas 85%.“À medida que ocorrer a transição de uma economia de alta emissão de carbono para baixa emissão e bioeconomia, incluindo aquela baseada em florestas plantadas, o estoque de carbono e as remoções de carbono aumentam, ou seja, o setor consegue ampliar seu beneficio climático para o planeta”, disse.

Os dados do integram o Relatório Anual da Ibá 2020, referentes 2019, lançado hoje o e produzido pela primeira vez em parceria com Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Acesse o novo relatório anual aqui.

 
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