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23/03/2021
Por AGEFLOR
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Ibá lança relatório em live alusiva ao Dia Mundial da Água

O consumo e disponibilidade de água no planeta é do interesse de todos nós. Usamos água diversas vezes por dia e é impossível viver sem ela. Nas grandes cidades, nos processos industriais modernos e no campo, a água é fundamental. O setor de árvores cultivadas está em alerta para esta questão há muito tempo.

Com o título “Cuidar da Água É Cuidar do Futuro de Todos”, a Ibá lançou no dia 19 de março relatório que traz um histórico de hidrologia florestal e gestão hídrica, depoimentos da academia, estudo de casos de 12 grandes empresas do setor, além de firmar compromissos para zelar por este recurso natural tão importante para todos nós: a água.

Um evento online transmitido ao vivo pelo YouTube dividido em dois painéis lançou documento que detalha o uso da água pelo setor de árvores cultivadas. O primeiro teve a abertura seguida de uma apresentação de Nathalia Granato, coordenadora de sustentabilidade e assuntos florestais da Ibá e diretora da Rede Mulher Florestal, sobre os principais resultados do relatório de desempenho; e finalizou com uma discussão de alto nível entre Cristiano Teixeira, diretor-geral da Klabin e Antonio Joaquim de Oliveira, presidente da Duratex.

O segundo painel, em formato de mesa redonda e moderado pelo CEO da Malinovski, Ricardo Malinovski, teve como tema a promoção da restauração e revitalização de bacias hidrográficas para segurança hídrica, contando com a participação de Luna Viana, assessora especial do Ministério do Desenvolvimento Regional – Programa Águas Brasileiras; Adriana Lagrotta Leles, diretora de Relações Institucionais e de Captação do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável; Rachel Biderman, vice-presidente para Américas de Conservação Internacional; e do diretor-executivo da Ibá, Embaixador José Carlos da Fonseca.

No Brasil, são aproximadamente nove milhões de hectares com florestas plantadas e outros seis milhões de hectares de áreas preservadas e conservadas onde estão nascentes, rios, lagos, lagoas e outros corpos e cursos d´água, que contribuem significativamente para abastecer nosso país.

As boas práticas do setor de base florestal cultivada vão desde as mudas, que viram floresta, até a fábrica e seu efluente. Este setor investe em tecnologia e ciência para viabilizar a economia circular, otimizando e promovendo o reuso da água nos seus diversos processos.

Desde 2014 a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) intensificou a discussão e passou a trabalhar abordagens estratégicas relacionadas ao tema. Todo esse trabalho culminou no lançamento do inédito Relatório de Desempenho Sobre Gestão da Água no Setor de Árvores Cultivadas, um compilado de 15 indicadores de desempenho corporativo, florestal e industrial, monitorados entre 2016 e 2019.

O uso inteligente da água em todos os processos industriais

A CMPC vem reduzindo o consumo de água em todos os seus processos industriais. Em 2020, a unidade de Guaíba utilizou apenas 26,3m3/Adt, sendo que a referência internacional é de 30 a 50m3/Adt, de acordo com o IPPC (Integrated Prevention Pollution Control).

Entre as práticas realizadas estão a alta recuperação de condensado, alta recirculação de filtrados no branqueamento com baixa geração específica de efluentes, e fechamentos de circuitos de áreas como ETA (Estação de Tratamento de Água) e Caustificação.

A planta industrial de Guaíba também se destaca pela qualidade do efluente (no caso, resíduo líquido proveniente dos processos industriais), que passa por tecnologia de tratamento terciário. Esse processo garante, por exemplo, a demanda bioquímica de oxigênio (DBO) abaixo do nível de detecção, (< 2,0 mgO2/L). Dessa forma, a água que é captada do Lago Guaíba retorna para o meio ambiente em qualidade melhor do que quando foi retirada na grande maioria dos parâmetros.

Globalmente, o Grupo CMPC tem como meta reduzir 25% de água no uso industrial por tonelada produzida de celulose, madeira e papel até 2025.

A vida por meio de recuperação de Nascentes

A Suzano tem o compromisso com a preservação do meio ambiente para garantir um futuro melhor e mais sustentável nas regiões onde atua. Exemplo disso é o Projeto Nascentes do Mucuri, que já soma mais de 400 nascentes em recuperação e contabiliza mais de 30 mil mudas plantadas. A iniciativa faz parte das metas anunciadas pela companhia no último ano, que visam aumentar a disponibilidade hídrica em 100% das bacias hidrográficas críticas e reduzir em 15% o consumo de água em suas operações industriais até 2030.

Por meio de investimentos em projetos sociais, a companhia encontra um modo de aliar o desenvolvimento de comunidades locais com o cuidado e a preservação de recursos naturais essenciais, como a água. Ao todo, já são mais de 340 famílias parceiras e mais de 1500 propriedades diagnosticadas. A partir do projeto Nascentes do Mucuri, em parceria com multilideranças do setor privado, ONGs, órgãos de governo e pessoas físicas, a Suzano foca na recuperação e na preservação do Rio Mucuri, que beneficia aproximadamente 540 mil habitantes ao longo do seu percurso.

Em 2020, mesmo em meio à pandemia do coronavírus, o projeto deu assistência técnica a aproximadamente 130 famílias, trabalhando para recuperação e preservação dos recursos naturais, buscando uma produção mais sustentável, além da conservação de nascentes e recursos hídricos.

Ainda no último ano, o grande marco do Nascentes do Mucuri foi a oficina para implantação de uma Bacia de Evapotranspiração no Assentamento São Pedro, no município de Teófilo Otoni (MG), que contou com a participação de 13 famílias. A iniciativa busca realizar o tratamento do esgoto da tenda de farinha e do Posto de Saúde da comunidade, que atende as 28 famílias assentadas, além das famílias das comunidades vizinhas.

 
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