BibliotecaEventosNotícias da AgeFlorNotícias do Mercado
03/10/2019
Por AGEFLOR
Compartilhar esta notícia
Bioeconomia da Floresta: Conjuntura da Produção Florestal Não Madeireira no Brasil

O Serviço Florestal Brasileiro lançou no Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (Iufro), a publicação Bioeconomia da Floresta – A conjuntura da Produção Florestal Não Madeireira do Brasil. A publicação que retrata o estado-da-arte da produção florestal não madeireira do país, incluindo a distribuição territorial dos diversos tipos de produtos: alimentícios, aromáticos, medicinais, corantes, borrachas, ceras, fibras, oleaginosos e tanantes.

Participaram do lançamento o diretor-geral e o diretor de Pesquisa e Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto e Joberto Veloso de Freitas, respectivamente, além do presidente da Iufro, Mike Wingfield.

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, afirmou que incentivar a bioeconomia é uma das metas da atual gestão buscando garantir a ampliação de renda à população de mais de 20 milhões de pessoas que vivem região Amazônica. “É importante que o Serviço Florestal realize esse trabalho técnico e científico para alavancar a economia dessas pessoas que precisam ter renda, ao mesmo tempo em que protegem a floresta. O livro da Bioeconomia da Floresta vai trazer muitas luzes neste processo e o Ministério da Agricultura deverá pautar isso como uma das prioridades para o planos e programas de governo”, concluiu.

Conservação, Segurança Alimentar e Geração de Renda

A pesquisadora Sandra Regina Afonso, do Serviço Florestal Brasileiro e organizadora da publicação, explicou que o livro trata, em sua primeira parte, da importância dos produtos não-madeireiros no mundo, tanto para a conservação das florestas, como para a segurança alimentar e geração de renda.

Na segunda parte, é abordada a produção não-madeireira no Brasil, apresentando diversos tipos de produtos, para, depois concentrar atenção nos doze itens de maior valor de produção. “A gente aborda, para cada um dos doze produtos, o valor da produção, a quantidade produzida e o preço, ao longo dos últimos 20 anos, com base em dados do IBGE”, explicou Sandra.

Para estes produtos, a publicação traz uma análise de preço, feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que tem uma política de garantia de preço mínimo e de aquisição de alimentos.

No último capítulo, são expostas as políticas públicas relacionadas à temática da produção não-madeireira. “A gente fala um pouco das políticas a partir de 2009 até a mais recente, que é o Programa de Bioeconomia e Sociobiodiversidade, lançado agora em 2019”, explicou a pesquisadora.

A publicação ainda traz informações sobre os biomas brasileiros e dicas de publicações relacionadas aos assuntos tratados. “Quando a gente trata de cascas de árvores, fornecemos um link para que o leitor estude manejo de cascas”, exemplifica Sandra Afonso. O livro indica, também, dois instrumentos do Serviço Florestal Brasileiro: o Sistema Nacional de Informação Florestal (Snif) e o Inventário Florestal Nacional (IFN).

A publicação Bioeconomia da Floresta – A conjuntura da Produção Florestal Não Madeireira do Brasil foi idealizada pelo Serviço Nacional Brasileiro, com a coordenação técnica da própria pesquisadora e do diretor de Pesquisa e Informações Florestais, Joberto Veloso de Freitas, com apoio da Coordenação Geral de Extrativismo da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Conab.

Baixe aqui a publicação completa.

Programa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), apresentou o Programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade para o público do 25º Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (Iufro, da sigla em inglês). Participantes de diversos países marcaram presença no “Espaço Brasil” para conhecer a iniciativa do governo federal, cujas ações visam fortalecer as cadeias produtivas que utilizam os recursos naturais de forma sustentável e consciente.

Durante a apresentação, o coordenador-geral de Extrativismo da SAF, Marco Aurélio Pavarino, explicou que o objetivo geral do programa é promover a estruturação de sistemas produtivos baseados no uso sustentável dos recursos da sociobiodiversidade e do extrativismo, assim como a produção e utilização de energia a partir de fontes renováveis. O coordenador também destacou que as florestas oferecem produtos diversificados e de alta qualidade, como frutos, fibras e plantas medicinais, que, quando valorados, podem levar benefícios à comunidade.

“O Programa está totalmente conectado com a bioeconomia da floresta. Os produtos florestais não madeireiros têm um potencial incrível de geração de renda, melhoria da qualidade de vida das populações rurais e, o mais importante, com sustentabilidade e manutenção dos recursos naturais. Neste congresso mundial reafirmamos as parcerias com o Serviço Florestal Brasileiro e a Companhia Nacional de Abastecimento, para a execução do nosso Programa”, destacou Pavarino.

Lançado em maio pelo Mapa, o Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade busca promover a articulação de parcerias entre o poder público e o setor empresarial, para executar ações capazes de ampliar a participação dos pequenos agricultores, agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e seus empreendimentos nos arranjos produtivos e econômicos que envolvam o conceito da bioeconomia.

O programa é constituído por cinco eixos temáticos: Estruturação Produtiva das Cadeias do Extrativismo; Ervas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Azeites e Chás Especiais do Brasil; Roteiros da Sociobiodiversidade; Potencialidades da Agrobiodiversidade Brasileira; e Energias Renováveis para a Agricultura Familiar.

O Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade é coordenado pela SAF, em articulação com as demais unidades do Mapa, e realizado com o apoio técnico e financeiro de organismos internacionais, fundos e bancos de desenvolvimento, instituições de pesquisa, entidades da sociedade civil, outros órgãos federais, entes federativos e setor empresarial.

Essa publicação trata da conjuntura da produção não madeireira oriunda das florestas nativas do Brasil. Apresenta a distribuição dos diversos tipos de produtos, uma análise da quantidade produzida e valores arrecadados pelos principais produtos e as políticas públicas correlatas.

 

 
Voltar