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01/12/2018
Por AGEFLOR
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Setor florestal reunido na Bahia

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Representantes de diversos órgãos governamentais da Bahia e Brasil, empresários, agentes financeiros e da academia estiveram reunidos em Salvador (BA) em 28 e 29/11 para uma série de eventos promovidos pela Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) em paralelo à sua participação na Fenagro 2018, que aconteceu no Parque de Exposições, de 24/11 a 02/12. “Interessa às entidades governamentais e empresariais da Bahia a atração de investimento nas boas oportunidades que o estado oferece, devido às suas condições de solo, clima, espaço e oferta de terra. Também interessa a todos a promoção, a nível nacional e internacional, de um dos cinco mais importantes eventos agropecuários do Brasil, a Fenagro”, explica o diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade.

Em 28/11, pela manhã, a ABAF coordenou, na Fieb, a reunião das Associações das Estaduais Florestais. O grupo é composto por nove entidades que representam o setor florestal nos seus estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Groso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e Bahia – todos associados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) que os representa junto às instituições mundiais que tratam do conhecimento, das tendências e das políticas públicas para o setor de florestas plantadas no mundo.

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Também foi realizada na manhã de 28/11, na Fieb, a primeira reunião presencial do GT de Comunicação das associadas estaduais. Com a proposta de delimitar o plano estratégico de trabalho para 2019, o GT indicou que o objetivo é trabalhar o combate aos mitos do setor com esforços coordenados nacionalmente, com mensagens leves, simples e humanizadas, trazendo o foco positivo do setor economicamente, socialmente e ambientalmente.

Na tarde de 28/11, também na Fieb, o destaque foi para a Reunião Conjunta das Câmaras Setoriais de Florestas Plantadas (CSFP) da Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Na sequência, o grupo se reuniu com a titular da Secretaria da Agricultura da Bahia, Andrea Mendonça, na Fenagro. Na pauta do encontro, o lançamento da PlantarFlorestas, as características positivas do setor na Bahia e alguns estraves que devem ser ajustados.

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Estande PAFS – Na Fenagro, o grupo visitou o estande de Florestas Plantadas que faz parte do setor de cadeias produtivas da Seagri. No estande, a ABAF promoveu o Programa Ambiente Florestal Sustentável (PAFS) que vem trabalhando (desde o 2015) temas relativos à educação ambiental em comunidades rurais no Sul e Extremo Sul da Bahia, como: Uso Múltiplo da Floresta Plantada; Regulamentação Ambiental das Propriedades Rurais (Código Florestal/ CAR/ Cefir); Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF)/Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC); Preservação dos Recursos Hídricos; Prevenção e Controle de Incêndios Florestais; Controle de Gado nas Áreas de Preservação; Combate ao Carvão Ilegal e Programa Fitossanitário de Controle de Pragas.

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Após intenso trabalho em quase três anos, o PAFS percorreu 180 mil quilômetros; realizou 150 treinamentos em aproximadamente 140 comunidades; instruiu e orientou cerca de 5,5 mil produtores rurais de frutas, eucalipto, café, entre outras culturas, da região e estudantes. “O resultado tem sido muito positivo graças às parcerias feitas com o Governo do Estado, através da Seagri e ADAB; Sindicados Rurais da FAEB/Senar; e Prefeituras, através de suas secretarias de agricultura e meio ambiente. Acreditamos que a responsabilidade de uma produção rural sustentável tem que ser de todos nós”, informa Paulo Andrade, coordenador do programa.

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“Além de informar sobre esses oito importantes tópicos para a diversificação e sustentabilidade da atividade agropecuária, o objetivo da ABAF é estimular a produção e processamento da madeira plantada na Bahia que ainda não produz (e processa) o suficiente e muito disso se dá pela falta de conhecimento sobre o setor. Trabalhamos, inclusive, para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira para uso múltiplo, visando o atendimento da demanda por móveis, peças e partes de madeira na Bahia – hoje atendida, na sua maior parte, por outros estados brasileiros. Em resumo, a atividade adicional com plantio de eucalipto aumenta a renda do produtor, reduzindo o risco de concentração em uma só cultura e, no município gera renda, emprego, impostos e demanda por produtos e serviços”, acrescenta Wilson Andrade.

PlantarFlorestas é discutido na Bahia

Na reunião da CSFP  que aconteceu na tarde de 28/11, na Fieb (Stiep), o destaque foi para a apresentação e discussão do Plano Nacional de Florestas Plantadas. O PlantarFlorestas tem como meta aumentar em dois milhões de hectares a área de cultivos comerciais. O documento apresenta ainda um diagnóstico do setor, com os principais aspectos ambientais, sociais e econômicos.

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O Brasil tem 8 milhões de hectares de árvores plantadas, além de conservar e preservar outros 5,6 milhões de hectares de áreas naturais nas formas de Áreas de Preservação Permanente (APPs), áreas de Reserva Legal (RL) e áreas de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNs). As áreas certificadas por entidades nacionais e internacionais, reconhecidas ferramentas para a gestão florestal ambientalmente responsável, socialmente adequada e economicamente viável, somam 5,8 milhões de hectares. O setor, em 2017, respondeu por 14,6% dos valores exportados pelas empresas brasileiras do agronegócio e 5,3% do total comercializado com o mercado externo de todas as empresas brasileiras.

A reunião, coordenada por Walter Vieira Rezende (Presidente da CSFP), teve também como destaque o Plano Safra 2018/2019 (coordenador-geral de Florestas e Assuntos de Pecuária, da Secretaria de Política Agrícola, João Salomão); a proposta de estratégia de atuação em Biomassa Florestal (Nathália Granato – IBÁ); a Certificação Florestal – Oportunidades para a Indústria Florestal (Jorge Cajazeira); certificações em grupo (Victória Rizzo – 2Tree).

A CSFP, além das Estaduais Florestais (incluindo a ABAF) é composta por representantes de diferentes órgãos governamentais, empresariais, agentes financeiros e da academia, como MAPA; Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Sebrae; Banco do Brasil (BB); Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef); Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), dentre outros. Para a reunião também estarão presentes representantes da Seagri, Fieb, Faeb, Senar, Moveba, Sindiscam e Sindpacel.

 
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