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28/06/2021
Por AGEFLOR
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Setor florestal apoia venda de terras para estrangeiros

A liberação da venda de terras para estrangeiros pode representar investimentos importantes para o setor de florestas plantadas, mas o projeto de lei sobre o tema em tramitação no Congresso deve ser aperfeiçoado, segundo entidades do segmento. A principal preocupação é de que os compradores tenham o compromisso com o desenvolvimento das regiões onde ficam as terras adquiridas. A posição foi manifestada recentemente durante reunião da Frente Parlamentar da Silvicultura da Assembleia Legislativa.

A Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor) está debatendo o tema com os seus associados, mas segundo o presidente do conselho, Diogo Leuck, o entendimento atual é de que a proposta pode ser melhorada. Ele afirma que a liberação da venda de terras a estrangeiros deve contar com alguma regulamentação que prevê o investimento no desenvolvimento econômico da região. 

Opinião parecida tem o presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel, Papelão, Embalagens e Artefatos de Papel, Papelão e Cortiça do RS (Sinpasul), Walter Rudi Christmann. “O projeto é importante e deve existir, mas o comprador de terras do exterior tem que ter um envolvimento de não só comprar a área, plantar a floresta e levar a floresta”, defende o dirigente. “Ele tem que fazer um projeto integrado para deixar renda aqui”, diz.

Apesar das sugestões, o entendimento das entidades é de que a liberação pode trazer benefícios ao setor florestal. Hoje, o país conta com duas empresas de capital nacional que produzem celulose, a Klabin e a Suzano. Os demais grupos contam com capital externo. “Temos a expectativa de que a CMPC queira fazer uma nova fábrica, ou que venha um outro player”, observa Christmann. 

Fonte: Correio do Povo

 
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