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31/08/2017
Por AGEFLOR
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AGEFLOR LANÇA RELATÓRIO 2017 NA EXPOINTER

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A AGEFLOR lançou nesta quinta-feira, dia 31 de agosto, durante a 40ª Expointer, o relatório “A INDÚSTRIA DE BASE FLORESTAL NO RIO GRANDE DO SUL – 2017”, com dados do ano base 2016. A apresentação aconteceu na Casa da Integração e Negócios do Agro, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação, local em que a Associação também está com estande institucional.

Durante a tarde, antecedendo ao lançamento, a diretoria da AGEFLOR realizou na Casa sua XVII Reunião de Diretoria da AGEFLOR na gestão 2016-2017. Em pauta, o Projeto Competitividade Pinus, Projeto CFC ONU, relatos das reuniões das associadas estaduais e Conselho Deliberativo da IBA, da visita ao Porto de Pelotas e do andamento do GT Incêndios Florestais. Ainda na ordem do dia abordou-se a viagem técnica ao Chile e assuntos gerais.

Na programação da AGEFLOR ocorreu em seguida palestra técnica organizada pela Comissão de Prevenção e Controle a Incêndios Florestais. Paulo Matielo, Diretor e Responsável Técnico do Centro de Treinamentos NASCER (Núcleo Avançado de Segurança, Controle de Emergência e Resgate), falou sobre Plano de Auxilio Mútuo (PAM).

O governador José Ivo Sartori e o ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, receberam o novo relatório das mãos do presidente da AGEFLOR, Diogo Leuck. Também estavam presentes no ato os secretários estaduais da Agricultura Ernani Polo, do Ambiente Sustentável Ana Pelini, do Desenvolvimento Rural Tarcisio Minetto, o deputado federal Luis Carlos Heinze e o deputado estadual presidente da Frente Parlamentar da Silvicultura Elton Weber, entre outros representantes de órgãos de governo, entidades e instituições.

O governador José Ivo Sartori recebeu o relatório das mãos do presidente Diogo Leuck.

 

 

O ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, também recebeu o relatório do setor de Base Florestal do RS

Na ocasião foram assinados Termos de Cooperação Técnica, como o entre o Programa “Juntos para Competir” (Sebrae, Senar e Farsul), SEAPI e CMPC Celulose Riograndense para apoiar as ações do “Juntos para Competir”, cujo objetivo é fortalecer o desenvolvimento da  “Cadeia Apícola do RS” com sustentabilidade. O governo do Estado aproveitou o ato também para entregar um amplo estudo sobre o setor da cadeia agroindustrial de proteína animal. 

O RELATÓRIO

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No Rio Grande do Sul, são cultivados três principais gêneros florestais, Acacia, Eucalyptus e Pinus. Através do cultivo de espécies destes gêneros, são obtidos insumos que movimentam a indústria gaúcha. Após serem transformados nas mais diversas cadeias produtivas, chegam até as nossas casas como madeira, móveis, livros, papéis, embalagens, cosméticos, tintas, produtos para limpeza e até mesmo na água tratada do nosso dia a dia. 

O relatório está na sua terceira edição e traz dados como área plantada de plantios comerciais de árvore, além de indicadores ambientais de conservação do setor. Nesta edição apresenta-de ainda dados de plantios por áreas de municípios e regiões do Coredes. 

Distribuição Espacial da Silvicultura RS_municipios - com mais plantios - Total

Os dados de produção industrial e exportação, com a distribuição da indústria de base florestal e a participação gaúcha na produção nacional atualizam as informações das edições anteriores. São analisados produtos como celulose, papel, painéis reconstituídos, serrados, cavacos, pellets, carvão vegetal e os produtos não madeireiros casca de acácia negra, erva-mate e resina do pinus. 

A se destacar, com base nos dados de 2016, o número de 780,9 mil hectares cultivados com florestas plantadas, o que corresponde a 2,7% dos 28,2 milhões de hectares do território gaúcho. Os plantios de eucalipto representam 54,6%, enquanto pinus e acácia representam 33,9% e 11,5%, respectivamente. No nível nacional, a área plantada do RS corresponde a aproximadamente 10% da área total de florestas plantadas do Brasil.

O histórico da área plantada no Rio Grande do Sul, comparada aos relatórios anteriores da AGEFLOR, apresenta diferença da área plantada do ano de 2015 para 2016. Todavia, não reflete aumento da área plantada, mas sim uma maior disponibilidade de dados e mudança na metodologia de levantamento das informações.

A silvicultura é uma atividade presente desde as pequenas propriedades da agricultura familiar até grandes projetos industriais que possuem ativos florestais como a base das suas atividades. No ano de 2016 o número de silvicultores com cadastro ativo na SEMA foi de 29.440 produtores florestais, sendo Montenegro, Paverama e Triunfo os municípios que apresentam o maior número de silvicultores.

De acordo com o presidente da AGEFLOR, Diogo Leuck, Mesmo com todos os desafios de um ano intenso, de crises políticas e econômicas, reestruturação de alianças internacionais, variação cambial e muitas incertezas, o setor de base florestal evoluiu; aprovou a Lei das Florestas Plantadas (Lei 14.961/2016), que após 7 anos de discussão, dá base e mais segurança jurídica à silvicultura.

Os números do relatório também evidenciam a sustentabilidade do setor. Para os 780 mil hectares de plantios florestais, são 748 mil hectares de áreas protegidas que ratificam a responsabilidade do desenvolvimento aliado à preservação.

“Estas e muitas outras conquistas só foram possíveis graças à união de esforços entre entidades, setor publico e sociedade civil. Precisamos manter unidade e foco, buscando sempre o crescimento sustentável, a desburocratização e a segurança aos empreendimentos de base florestal, responsáveis por 4% do PIB do RS”, completou Leuck.

A Associação Gaúcha de Empresas Florestais representa as empresas da cadeia produtiva de base florestal do Rio Grande do Sul. Fundada em 22 de setembro de 1970, reúne em seu quadro 38 empresas que atuam em diferentes segmentos da cadeia produtiva de base florestal, tais como florestamento e reflorestamento, produção de madeira serrada para uso na construção civil e indústria moveleira, produção de painéis (MDF e MDP), compensados, aglomerados, laminados e faqueados, celulose e papel, resinas (breu e terebintina), tanino e seus derivados, postes de madeira tratada, cavacos para a produção de celulose, energia (lenha e carvão), pellets, mudas florestais, máquinas e equipamentos, insumos e produtos químicos, prestação de serviços e consultorias.

 
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