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» Plátano
O gênero Platanus da família Platanaceae é uma árvore nativa da Eurásia e da América do Norte típica dos climas subtropicais e temperados. Os plátanos são árvores de interesse ornamental, podendo atingir mais de 30 metros de altura. Possuem folhas lobadas semelhantes às do bordo que ficam avermelhadas no outono antes de caírem no inverno. As flores reunidas em inflorescências globosas diferenciam-se dos amentos presentes nos bordos, contrastando também pela ausência de resina nos plátanos, entre outras diferenças estruturais menores. O gênero Platanus compreende dez espécies e vários híbridos, cultivados para fins ornamentais, mas também comerciais. Sua madeira é usada na produção de lenha, pisos, paredes e barroteamento na construção civil, cabos de ferramentas, puxadores e espelhos de luz, artesanato e móveis. Recentemente, o plátano tem sido plantado para obtenção de madeira utilizada na fabricação de móveis vergados em substituição à madeira do açoita-cavalo (Luehea divaricata), uma espécie nativa cuja regeneração natural tem sido satisfatória na Bacia do rio Camaquã. A madeira da árvore foi apontada como a melhor alternativa para o fornecimento de matéria-prima nobre ao setor moveleiro em substituição às espécies nativas. Entre as qualidades do plátano destaca-se a flexibilidade. As pesquisas realizadas até agora mostram que a espécie pode ser cortada entre 10 e 15 anos. A árvore cultivada no Brasil é o Platanus x acerifolia, uma espécie híbrida que chegou à região Sul com os imigrantes italianos, ainda no século XIX, fruto do cruzamento espontâneo da árvore européia Platanus orientalis com a canadense Platanus occidentalis. O plátano se adapta melhor ao Sul do Brasil devido ao clima frio. As mudas produzidas pela árvore são obtidas pelo método de estaquia. Fonte: AGEFLOR, Thonart e Wikipedia
» Pinus
Estas árvores pertencem à divisão Pinophyta, tradicionalmente incluída no grupo das Gymnospermas. As plantas do gênero Pinus são da família Pinaceae, nativas, na maioria, do Hemisfério Norte. São plantas perenes, com casca grossa e escamosa. As árvores de P. elliottii geralmente florescem na primavera, produzindo flores masculinas e femininas. O órgão reprodutivo feminino, mais conhecido como pinha ou cone, encontra-se geralmente em grupos de 2 a 4 unidades, possui coloração marrom e tem de 12 a 15 cm de comprimento. As sementes são aladas, pretas e triangulares, e podem ser disseminadas até cerca de 50 metros da árvore mãe, apenas pela ação do vento. O órgão reprodutivo masculino se chama estróbilo e está disposto junto às brotações. Uma das principais e mais importantes espécies plantadas para fins comerciais a na produção de madeira nas regiões temperadas e tropicais do planeta. Produzem grande quantidade de resina, com boa qualidade de seus produtos derivados (terebintina e breu). Além da goma resina, também é apreciada na serraria pelas características de sua madeira. A celulose do Pinus dá origem a papel de alta resistência para embalagens, impressão e para fabricação de produtos de higiene, como fraldas descartáveis, papel higiênico e absorventes. Com o Pinus também se desenvolveu a indústria química: a partir da resina é originado o breu, a terebentina e seus derivados, com os quais são fabricados tintas, vernizes, plásticos, lubrificantes, adesivos, inseticidas, germicidas, borracha sintética, chicletes, sabões, colas, graxas, esmaltes, ceras, desinfetantes, explosivos, isolantes térmicos e elétricos. A madeira também é utilizada na construção civil e na indústria moveleira, para produção de painéis compensados, chapas duras e MDF. A introdução do gênero Pinus se iniciou no Estado de São Paulo, região Sudeste do Brasil. Os primeiros experimentos foram realizados pelo Serviço Florestal, atualmente Instituto Florestal de São Paulo, no ano de 1936, com espécies de procedência européia. Em 1947 foram importadas dos Estados Unidos as primeiras sementes de Pinus elliottii e no ano seguinte se iniciou um programa de fomento para povoamentos florestais com a distribuição de plantas de Pinus radiata, espécie que demostrou, em poucos anos, sua incapacidade de se desenvolver nas condições brasileiras. Nos anos seguintes se intensificou a introdução de coníferas exóticas, principalmente das Américas Central e do Norte e da Ásia, como Pinus taeda, P. caribaea, P. oocarpa, P. kesiya etc. No final do ano de 1955, o Serviço Florestal de São Paulo, iniciou um amplo plano de replantio de seus experimentos, o ritmo das plantações foi aumentando nos anos seguintes, graças a uma organização de viveiros que abasteciam a crescente demanda por mudas. Além disso, a iniciativa privada passou a desempenhar importante papel na consolidação dos plantios. Hoje o Pinus é plantado principalmente em regiões mais frias, do Sudeste ao Sul, indo do Estado de São Paulo ao Rio Grande do Sul, onde os plantios tiveram início na década de 60. Fonte: AGEFLOR, Grau Celsius e Wikipedia
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